No cristianismo a repressão sexual generalizou-se. O padrão moral tornou-se,
em tese, o mesmo para homens e mulheres, embora na prática houvesse maior condescendência
para com o homem.
A idéia do homem como superior à mulher em todos os sentidos foi absorvida pelas
leis e costumes das antigas civilizações do Oriente Próximo. A mulher se tornou
primeiro propriedade do pai, depois do marido e em seguida do filho.
Quando a Igreja Cristã, solidamente baseada em fundações hebréias, tomou conta
do mundo ocidental como sucessora de Roma, os relacionamentos social e sexual
ficaram fossilizados no âmbar do costume hebreu antigo. Aos preconceitos do
Oriente Próximo os pais da Igreja acrescentaram os seus. O sexo foi transformado
em pecado e a homossexualidade em um risco para o Estado.
Para os padres da Igreja o sexo era abominável. Argumentavam que a mulher (como
um todo) e o homem (da cintura para baixo) eram criações do demônio. O sexo
era "uma experiência da serpente" e o casamento "um sistema de vida repugnante
e poluído".
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